terça-feira, 14 de setembro de 2010

RACIOCÍNIO Vs. CONTRA-RACIOCÍNIO

Por Mauro Kwitko


Após 15 anos lidando com a Psicoterapia Reencarnacionista, escutando as histórias de vida das pessoas, de mágoa, rejeição, raiva, etc., posso afirmar que todas elas não são reais. São as histórias que a nossa persona criou, como nós a entendemos desde crianças, mas não são reais, apenas interpretações do nosso Ego, são a maneira limitada como nos vemos e aos outros.
Cada um de nós, desde a infância, aprende que é uma certa pessoa, com certas características sexo, cor de pele, nacionalidade etc e passa a vida inteira acreditando nisso, e em todos os terapeutas que vamos, eles mesmos não têm dúvidas disso em relação a seus pacientes.
Mas o que as pessoas não recordam, mesmo as reencarnacionistas, é que se pensarem no tempo anterior à sua fecundação, lá no Plano Astral, recordaremos que éramos um Espírito, vindo da nossa encarnação anterior, nos preparando para retornarmos para a Terra, em nosso caminho kármico de retorno ao Todo.
E se não éramos nada do que pensamos que somos, estamos imersos no que os orientais chamam de Maya, a Ilusão. O que significa que tudo é real, mas é temporário; é verdadeiro, mas é passageiro, parece permanente, mas é impermanente. E, então, não pode ser real e verdadeiro.
E aí está o que chamamos em Psicoterapia Reencarnacionista de Raciocínio X Contra-Raciocínio, ou seja, o raciocínio não-reencarnacionista a nosso respeito, da nossa vida, da nossa infância, e das demais pessoas, e o contra-raciocínio reencarnacionista, totalmente oposto em sua visão e abordagem, em sua interpretação e conseqüência.
Exemplificando: uma pessoa vem à 1ª consulta para um tratamento. Ela nos fala de sua vida, da sua infância, e nós vamos escutando, é o que chamamos de "A história ilusória de uma persona". Ela não está nos contando a história verdadeira, está relatando como interpreta a si e os demais, como leu a sua infância e como lê a sua vida atual, e este relato vem impregnado de mágoa, de rejeição e de raiva.
Provavelmente, ela já consultou outros profissionais, contou essa história muitas vezes para amigos, familiares e todos escutaram como algo real e verdadeiro. Mas é ilusório...
Como ilusório? Basta ir para antes da sua fecundação e lembrar quem era, onde estava, por que o seu Espírito precisou dessa infância, dessa família, desse pai/mãe, porque precisou vir homem ou mulher, bonito(a) ou feio(a), branco(a) ou negro(a), rico(a) ou pobre, etc.
Se fizermos esse exercício de imaginação nos questionaremos: "Por quê?", e a partir daí o nosso raciocínio começará a mudar e todas as convicções tipo "Meu pai não gostava de mim!" ou "Eu sou assim porque vim numa família muito pobre, passamos fome...", gerando mágoa, rejeição, dor... isso começará a transformar-se no que chamamos de contra-raciocínio. O raciocínio não-reencarnacionista, criado pela persona em conjunto com as demais personas, numa sociedade de personas, dará lugar ao contra-raciocínio, reencarnacionista, baseado nos questionamentos de por que o nosso Espírito "pediu" para passar por isso?
A questão Raciocínio X Contra-Raciocínio é uma das ferramentas da Psicoterapia Reencarnacionista, que lida com as Leis Divinas que regem a nossa: A Lei da Finalidade, da Necessidade e do Merecimento.
O objetivo é ajudar as pessoas a se libertarem da história ilusória de sua persona e iniciarem uma busca da história verdadeira, a do seu Espírito. O "Raciocínio" mantém as pessoas atreladas aos seus sentimentos negativos de uma maneira tão forte que torna-se praticamente impossível a cura desses sentimentos. O "Contra-Raciocínio" vai promovendo uma mudança na interpretação que demos à nossa infância, e que ainda mantemos em nossa criança interior, vai enfraquecendo os sentimentos negativos, de um modo profundo e regenerador.
Uma paciente me diz que sente muita mágoa de seu pai, por ele ser machista e priorizar o seu irmão mais velho (ela é a 2ª filha), isso a faz muito mal, fica em depressão, magoa-se e aflora uma raiva e irritação enormes. Enquanto ela me contava essa história, eu me perguntava: "Por que será que esse Espírito veio com um pai assim, mulher, a 2ª filha, e não como filho homem e o mais velho?"
Vejam que ela acredita em Reencarnação, mas, não é reencarnacionista, pois não coloca a Reencarnação em sua história, em sua vida, pois afirmava que era filha daquele pai, que era a 2ª filha, que era irmã mais nova do seu irmão, e outros rótulos de sua "casca" atual. Essa era apenas a história ilusória de sua persona atual, de mágoa, rejeição e raiva, provavelmente o que aquele Espírito viera melhorar nessa atual encarnação, ou seja, a sua proposta de Reforma Íntima.
Como eu poderia fazer com que ela mudasse o seu raciocínio não-reencarnacionista para um raciocínio reencarnacionista? Num certo momento, perguntei-lhe se poderíamos fazer um exercício de imaginação, e pedi-lhe que me dissesse a sua idade? Em seguida, pedi-lhe que me dissesse onde estava antes de sua fecundação? Ela me respondeu "No Mundo Espiritual". Perguntei-lhe se ela lembrava que lá em cima o nosso Espírito "pede" a infância, o pai/mãe que precisa, a circunstância familiar que necessita? Ela me respondeu que sim e então lhe perguntei: "Por que será que o seu Espírito pediu para vir 2 anos após a descida de outro Espírito, que seria o seu irmão mais velho, sabendo que seu pai era machista, desprezava as mulheres, veio como a 2ª filha, mulher, sabendo que passaria por tudo isso que estás passando?". E mais: "Se o teu Espírito tivesse vindo antes do seu irmão e como homem, quem estaria aqui na terapia seria ele (a) e tu estarias em casa, feliz e contente, por ser o favorito do pai".
Depois, sentei a seu lado e lhe disse: "O seu relato não é sua história verdadeira, é a história ilusória de sua persona, que seu Ego apreendeu desde sua infância, e até hoje ainda acreditas nela. A Psicoterapia Reencarnacionista pode te ajudar a encontrar a história verdadeira, do teu Espírito, e talvez saber para o que reencarnaste, a tua proposta de Reforma Íntima e realmente aproveitar essa encarnação".
Hoje, ela já começa a conhecer a sua história verdadeira e para o que reencarnou: aprender a magoar-se menos e diminuir a raiva. Um dia me disse: "Como é que eu podia me magoar com uma infância e um pai que eu pedi, que precisei?" Disse-lhe: "Parabéns, agora sim, és uma reencarnacionista de verdade, começaste a realizar a Reforma Íntima, começaste a aproveitar a encarnação."

Existem dois Caminhos, existem duas Terapias que podem ser realizadas:
1. A tradicional, a Terapia do Ego e suas mazelas, que é fadada ao fracasso, pois é impossível curar as ilusões de uma estrutura ilusória.
2. A Terapia da libertação do Ego, que visa passar o comando para o nosso Eu Superior, e através da qual é possível curarmos as nossas inferioridades, nos libertando do nosso Ego e a sua história ilusória.
As psicoterapias tradicionais adaptam-se às pessoas que não acreditam na Reencarnação. Para as que acreditam, a psicoterapia deve ser a da libertação do Ego, que busca encontrar o nosso Eu Superior, para saber para o que cada um de nós reencarnou e como realmente aproveitarmos essa encarnação. Essa é a Psicoterapia Reencarnacionista, a Terapia da Reforma Íntima.

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