segunda-feira, 27 de setembro de 2010

COMO LIDAR COM PESSOAS MANIPULADORAS


A cada dia que passa aumenta o número de pessoas assim. Elas estão no nosso trabalho, na vizinhança e o mais difícil, na nossa própria família.
Pela espiritualidade, essas pessoas ainda estão vivendo os primeiros níveis de aprendizado espiritual, elas ainda não têm consciência da Unidade, não sabem que devem respeitar o próximo, que todos nós fazemos parte de um grande organismo e que qualquer mal que se faça a alguém estará fazendo a si mesmo. Outros fatores que colaboram para o grande número de pessoas assim é que estamos passando pelo final de um ciclo evolutivo onde as diferenças entre os níveis de aprendizado são muitos e também como o resultado de uma sociedade que perdeu o contato com os reais valores da existência, passando a ter como padrões apenas os valores materiais e o poder social.
Pessoas assim podem não ter ainda um grau de discernimento elevado, mas elas sabem que o resultado dos seus atos será a dor. Parece que sentem prazer em ver o outro sofrer, não se importam nem um pouquinho com as lágrimas derramadas causadas pelos seus atos. Outra coisa, elas sabem mentir como ninguém, mentem com a cara deslavada para conseguir o seu intento.
Geralmente tudo o que pensam ou fazem tem o único propósito de conseguir aquilo que desejam, ou seja, dinheiro, poder pessoal ou sexo. Não têm escrúpulos e nem vergonha de infringirem normas ou leis para alcançarem os seus objetivos.
Às vezes, esses sintomas podem ser leves e sutis, mas assim mesmo causam transtornos. Na família, essa pessoa pode ser alguém que quer tudo girando ao seu redor e todos sob o seu comando. Pode ser uma pessoa intrigueira, invejosa, autoritária e, às vezes, cruel. Geralmente, é uma pessoa que não sabe compartilhar e que não se responsabiliza pelas conseqüências dos seus atos. Quando quer alguma coisa, passa por cima de tudo e arquiteta planos mirabolantes para tal. Não assume os próprios erros, é orgulhosa o bastante para não se desculpar e ainda por cima é arrogante. Também está sempre culpando os outros pelos erros que comete - "Fulano me forçou a fazer isso"...
Essas pessoas sabem bem quem poderá ser sua vítima através da maneira como respondem às suas investidas, ou seja, são aquelas que reagem com medo e se submetem. Desde crianças elas gostam de pirraçar, amedrontar e fazer chantagem emocional com os seus familiares. Depois que crescem, se não foram bem conduzidas durante a infância e adolescência, se os pais não lhes colocaram limites, poderão se tornar até mesmo assassinas.
O que fazer, então, para enfrentar essas pessoas e resgatar a nossa dignidade, pois é isso que elas nos fazem perder?
Primeiro de tudo, não podemos esquecer que essas pessoas também são seres humanos e que possuem a mesma essência que nós. São filhos e filhas de Deus, mas que infelizmente estão trilhando o caminho errado. Precisamos entender que essas pessoas ainda não têm a compreensão do seu papel aqui e precisam de direção.
Precisamos entender, principalmente, que somos nós que damos espaço para que essas pessoas tenham poder sobre nós, se não lhe dermos autoridade sobre isso, elas não poderão nos fazer nenhum mal. Enquanto formos submissos, elas farão de tudo para nos desequilibrar, pois são vampiros energéticos que nos sugam, sentindo prazer com isso, podendo nos causar até mesmo doenças e suas devidas conseqüências. É preciso ficar claro que quando nos sujeitamos aos seus caprichos, lhes damos mais força ainda.
Não podemos ter medo de enfrentar essas pessoas. Precisamos acreditar na nossa força interior e que temos a capacidade de vencer. Precisamos entender que elas não têm nenhum poder sobre nós e nem sobre ninguém.
Mesmo que nos sintamos fracos diante delas, devemos buscar a força e orientação interior e bater de frente com elas, pois não podemos ser coniventes com os seus erros, precisamos apontá-los para que elas tenham a oportunidade de se enxergarem e se redimirem. É nosso dever mostrarmos o caminho certo, senão estaremos sendo omissos e, portanto, sendo seus cúmplices.
Se essa pessoa for alguém que você possa evitar, faça isso. Se não, tente fazê-la entender de modo pacífico, mas firme, que você não irá admitir que ela ultrapasse os limites de uma boa convivência, ou seja, cada um é dono do seu próprio nariz, ninguém é propriedade de ninguém, todos nós somos livres para fazer escolhas e decidir sobre as nossas próprias vidas. Ninguém tem o direito de ferir impunemente o outro, é preciso reconhecer o erro e consertá-lo de alguma forma.
Se essa pessoa infringir alguma norma ética, moral ou mesmo civil, primeiro mostre a ela que você não aprova, e lhe diga qual seria a coisa certa a fazer. Se isso não der resultado, busque ajuda especializada, ou seja, se o caso é familiar, procure um terapeuta psicólogo ou psiquiatra; se acontecer no trabalho, procure a sua chefia e exponha a situação. Se nada disso adiantar, procure a polícia, um advogado ou outra autoridade cabível ao caso. O importante é não se deixar esmorecer diante dessas pessoas. Lembre-se que reagindo dessa forma positiva, você estará ajudando-a a encontrar a si mesma.
Não se esqueçam que o Amor é sempre o caminho para a paz, e às vezes ele pode ser manifestado por uma atitude firme, mas trabalhando sempre para que a Luz prevaleça.
[Márian - Marta Magalhães] 

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