segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

DESAFIAR É PRECISO

Desde tempos imemoriais, o paradigma comportamental humano aponta a compulsividade na prática do mal -observado em pensamentos, palavras e atos- como traço marcante no caráter do indivíduo.
Ao longo da história da humanidade, esse traço obsessivo-compulsivo, responsável pela sequência de guerras, genocídios e ódio generalizado entre semelhantes, foi fundamental para tornar lento o processo de evolução consciencial do homem.
E quando abordamos o tema "mal", destacamos a energia negativa e invisível que envolve as dimensões física e espiritual, representada também por situações que parecem insignificantes, irrelevantes e corriqueiras, mas que se somadas, alcançam uma dimensão gigantesca em termos de densidade energética, que são todas as formas de violência implícita, desde as "pequenas maledicências" que servem como realimentadores da densa energia que envolve o planeta Terra.
Portanto, a partir deste terceiro milênio, o ser dotado de inteligência tem pela frente um imenso desafio, que é o de mudar o paradigma comportamental que o acompanha há dezenas de séculos. E esta lenta transformação se inicia com o despertar de valores, até então, muito pouco explorados, negligenciados ou desconhecidos de grande parte da população terrena, que são os valores ligados à nossa essência, ou seja, ao espírito.
A constatação de que em pleno século 21, alvorecer do terceiro milênio, ainda repetimos um padrão comportamental compulsivo, herança de nossos ancestrais, é sintoma de que a origem do problema já foi diagnosticado, e que resta aos herdeiros de uma densa energia que envolve o planeta, tratar de "curar o mal pela raiz", ao transformar a sua própria energia e, como decorrência, a energia do mundo em que vivemos...
Nos livrarmos do jugo da obsessão anímico-espiritual e decorrente compulsividade na prática do mal, que tem nos cegado durante milênios, é o desafio a ser assumido pelas consciências que despertam para o autoconhecimento e a importância da prática do bem em suas vidas.
A existência de um padrão comportamental em que o predomínio da energia negativa traduzida em forma de pensamentos, palavras e atos, é a verdade histórica da maioria dos espíritos que reencarnam na Terra, leva-nos à necessidade de encontrarmos uma saída saudável, que é a erradicação progressiva da "doença do mal", geradora de desequilíbrios bio-psíquico-espirituais que assolam a humanidade.
Com esse objetivo, estamos na Era da sensibilidade. Oportunidade que temos de espantar os nossos "demônios" interiores através do despertar para a energia do bem que promove o amor próprio, o amor solidário e a autocura.
Contudo, a orientação do livre-arbítrio continua a valer para todos os seres dotados de inteligência, ou seja, o espírito que desejar repetir o seu padrão comportamental de característica obsessivo-compulsiva em relação à prática do mal observado em todas a suas nuances, terá o seu direito garantido pela Lei Maior. Porém, a lógica das leis que garante o livre arbítrio, é a mesma quando nos alerta que em um mundo em processo de regeneração espiritual - que é o caso da Terra - o mal começa a ser erradicado, e com ele, os espíritos afins, que conforme as leis da reencarnação, nascerão em uma dimensão física compatível com as suas sintonias e graus de adiantamento.
O desafio, portanto, está à nossa disposição. Basta encará-lo com a responsabilidade e determinação de quem está disposto a superar as suas próprias limitações e beneficiar-se da energia de uma dimensão ainda desconhecida ou pouco explorada pelo homem: a dimensão de sua natureza transcendental. Ponto de partida para o autoconhecimento avançado e compreensão dos "mistérios" que envolvem a vida e a morte em um planeta em fase de transição.
[Flávio Bastos]

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